Como a BDM automatizou a análise de documentos do Bradesco com IA

Como a BDM automatizou a análise de documentos do Bradesco com IA

O desafio: um banco parado por causa de papel

 

Abrir uma conta PJ, renovar um cadastro ou liberar uma linha de crédito parece simples do lado do cliente. Do lado do banco, cada um desses processos exige confirmar, documento por documento, quem tem poder de assinar pela empresa — e isso significa vasculhar contratos sociais, procurações e estatutos que não seguem nenhum padrão. Cada empresa redige o seu do seu jeito.

No Bradesco, essa tarefa ocupava mais de 150 profissionais analisando cerca de 40 mil processos por mês, um a um, à mão. O volume crescia, o processo não escalava, e as ferramentas disponíveis no mercado não davam conta de interpretar documentos tão irregulares.

Em vez de se contentar com uma solução genérica, o banco decidiu construir a resposta certa. Em 2019, lançou um desafio via Inovabra, seu ecossistema de inovação, convidando o mercado a resolver o problema.

 

A resposta: o LOUIS entra em campo

26 empresas entraram na disputa — incluindo alguns dos nomes mais estabelecidos do setor de Inteligência Artificial no Brasil. A BDM venceu com o LOUIS, sua solução de IA para leitura, extração e interpretação de dados despadronizados.

O funcionamento é direto: o LOUIS lê o documento, encontra as informações relevantes onde quer que estejam — não existe um “campo 12” fixo quando cada contrato social é redigido de um jeito — e devolve os dados já estruturados e prontos para análise. Firmas, poderes, sócios, cláusulas de representação: o que antes exigia uma leitura atenta e demorada passou a ser extraído automaticamente.

Em pouco mais de um ano, a solução saiu do papel e entrou em operação real dentro da área de Operações do Bradesco, com apoio do Inovabra. O banco se tornou o primeiro do mercado financeiro brasileiro a aplicar IA na análise de documentos societários complexos.

 

O resultado: menos papel, mais gente resolvendo o que importa

Os números falam por si:

  • 96 FTEs liberados da análise manual e redirecionados para trabalho de maior valor.
  • R$ 28 milhões em ganhos gerados pela solução.
  • 40% de redução no tempo médio de análise dos documentos.

Isso não substituiu as pessoas — recolocou o trabalho delas onde a leitura humana faz diferença de verdade, e não em decifrar letra miúda de procuração. O ganho não é só de custo: é de velocidade para o cliente PJ, que passa a ter a conta aberta ou o crédito liberado num prazo muito menor, e de padronização para o banco, que reduz o erro operacional inerente à leitura manual de milhares de documentos por mês.

Leia o artigo Inteligência Artificial em Operações (Bradesco)

 

Por que esse case importa

Documentos societários são um dos pontos mais travados do back-office bancário: são não padronizados por natureza, críticos para compliance, e volumosos demais para escalar com equipes humanas. O Bradesco testou o mercado, comparou 26 propostas e escolheu a que realmente resolvia — não a que prometia mais.

Esse tipo de desafio se repete em qualquer operação que dependa de ler, entender e validar documentos complexos: onboarding de colaboradores, análise de contratos, conferência de laudos, processos de crédito. Onde há papel despadronizado e gente lendo linha por linha, normalmente há tempo e dinheiro parados.

 

Quer resolver o mesmo tipo de gargalo na sua operação?

Se a sua empresa também trava em análise manual de documentos, contratos ou cadastros, fale com a BDM. Solicite uma demonstração do LOUIS e veja como aplicar essa mesma abordagem ao seu processo.